domingo, 26 de março de 2017

Carne fraca: cidade goiana não sabe o que fazer com 150 mil perus

A tensão que o embargo da carne causou em todo o país tem testado seus limites na pequena cidade de Mineiros, município de 60 mil habitantes a 450 quilômetros de Goiânia. O clima é de desespero entre os produtores de peru e frango do município, que abastecem o complexo frigorífico da BRF Perdigão, unidade que está com as portas fechadas desde sexta-feira, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Carne Fraca.

No entra e sai que há uma semana tumultua o escritório da Associação dos Avicultores Integrados da Perdigão em Mineiros (Avip), os produtores de aves buscam alguma resposta sobre o que será feito com os milhares de animais que já estão em fase de abate pelo frigorífico. “O que temos para dizer é simplesmente alarmante”, afirma Fábio Lemos, vice-presidente da associação. “Estamos perdidos. Não temos nenhuma relação com as acusações, mas estamos aqui sozinhos, sem ter a menor ideia do que vai acontecer.”

A unidade da Perdigão de Mineiros é um dos três frigoríficos que tiveram suas linhas de produção paralisadas por determinação do Ministério da Agricultura, até que se apurem as eventuais falhas sanitárias investigadas pela Polícia Federal. Em operação regular até a semana passada, o frigorífico teve sua licença sanitária aprovada em fevereiro e vinha abatendo diariamente cerca de 25 mil perus, aves que são enviadas ao exterior, principalmente a países da União Europeia.

Com o fechamento da unidade, as 219 granjas do município travaram as atividades. Nos últimos seis dias, cerca de 150 mil perus que deveriam ter deixado os criadouros para serem abatidos na unidade da BRF tiveram de continuar no campo. Esse problema se agrava diariamente, não apenas por conta do volume de aves acumuladas, mas principalmente pelo peso que os animais passam a ganhar.

O limite do peso para abate de cada ave, segundo os produtores, é de até 25 kg. Em média, os animais, conhecidos como “peru pesado”, estão com cerca de 20 kg no momento do abate. Ao permanecerem nas granjas, eles ultrapassam 25 kg e não podem mais entrar na linha de produção por conta da configuração técnica da fábrica. Ou seja, não poderão ser processados pela unidade da Perdigão, além de não atenderem às exigências de boa parte dos compradores internacionais.

Nas fazendas de Mineiros, dentro de galpões ventilados 24 horas por dia e com temperatura mantida constantemente em 27 graus, há 4,3 milhões de perus em alguma fase de sua vida de seis meses até o abate. A produção no frigorífico é permanente e ocorre de segunda a sábado, o ano todo. Por dia, 25 mil aves deveriam seguir para a unidade de processamento, mas estão em cativeiro, e continuam a engordar. Por isso, cada dia de paralisação nesse processo gera um efeito em cascata em toda a cadeia.

As acusações que envolvem a unidade da BRF em Mineiros são de pagamento de propina a fiscais agropecuários para evitar o fechamento da unidade e facilitar a emissão de autorizações sanitárias. Dois funcionários tiveram prisão preventiva decretada e um vice-presidente foi alvo de condução coercitiva e busca e apreensão.

Fonte: Veja.com

Bruno é registrado no BID da CBF e já está liberado para jogar

O contrato do goleiro Bruno foi registrado no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol na sexta-feira (24/03) e, com isso, o atleta já pode estrear pelo Boa Esporte Clube em partidas oficiais. O time mineiro entra em campo neste sábado (25/03) contra o Patrocinense, mas o ex-detento não deve jogar, pois ainda não está em condições físicas ideais.
De acordo com o globoesporte.com, a expectativa é que Bruno faça o seu primeiro jogo pelo clube de Varginha no dia 1º de abril de 2017, contra a CAP Uberlândia pelo Módulo 2 do Campeonato Mineiro.

Mudança em terceirizações favorece politicagem

A mudança nas regras de terceirizações amplia horizontes para empresas e dá mais segurança jurídica a elas, enquanto retira garantias dos trabalhadores. Essa ampliação de assimetria não é boa para o conjunto da economia, mesmo numa lógica de mercado. Mesmo na concepção dos liberalismos utópicos que ganham corpo no Brasil. Mas, o problema vai além. O que a Câmara dos Deputados aprovou abre a brecha para ampliar o uso político dos cargos públicos, para o favorecimento em contratos e para o compadrio de forma geral.
Terceirizações de serviços públicos já rendem escândalos e irregularidades hoje. Há contratação de empresas ligadas a políticos e burla de direitos trabalhistas e drible na forma de contratação. São comuns as terceirizações de mentira. As empresas são apenas intermediárias. Os funcionários são indicados pelo poder público, na verdade. Em muitos casos, quando muda a terceirizada, outra pessoa jurídica assume e coloca os mesmos funcionários no lugar. A empresa não é contratada para prestar o serviço, coisa nenhuma. Ela está lá para função burocrática de facilitar a forma de contratação.
E qual facilitação é essa? Contratação de trabalhadores sem concurso público, sem passar pelas regras de acesso ao funcionalismo estatal, sem cumprir todas as garantias trabalhistas. Coisas básicas, como manter o salário em dia. Os governos fazem esforço para pagar na data a folha de pessoal efetivo. Já com terceirizados, os atrasos são rotineiros. Em dezembro do ano passado, faxineiros, merendeiros e outros terceirizados da rede municipal de ensino de Fortaleza fizeram protesto por estarem desde o mês anterior sem salário. Os problemas deságuam justamente nos funcionários mais mal remunerados, de mais delicada situação. Isso tudo se amplia.
As terceirizações já favorecem aliados, permitem empregar funcionários apadrinhados e possibilitam o descumprimento dos mais básicos direitos. Porém, hoje estão restritas às áreas meio. Com a mudança, poderão ser adotadas nas áreas finalísticas. Escolas poderão ter professores terceirizados; hospitais, cirurgiões terceirizados. Não há mais limites.
 
 

Motoqueiro Fantasma: bandido ou justiceiro? Ele responde


O famoso justiceiro volta a ser pauta nos principais sites do norte e nordeste. Recentemente um acontecimento ocorrido no Pará voltou a trazer a pauta do “Motoqueiro Fantasma”.
Seria ele um justiceiro ou um bandido? O fato é que até agora as informações que se tem é que se trata de um policial que extermina quem se envolve com tráfico de drogas, assaltos e homicídios.
Em julho de 2015 um delegado piauiense negou completamente a existência do tal motoqueiro, porém, populares conseguem caracterizar e identificar as atuações do suposto policial. Sempre quando há mortes em série de criminosos no norte e nordeste já é comum o povo associar como sendo “vítimas” do Motoqueiro Fantasma.
Algumas pessoas já estão identificando que o Motoqueiro Fantasma faz parte é um grupo de policiais, afirmam até que ele tem uma página no Facebook com aproximadamente meio milhão de seguidores e sempre faz postagens polêmicas a respeito de criminosos.
Nas redes sociais, segundo internautas, ele posta vídeos que enaltecem a polícia militar, emite opiniões polêmicas a repeito da pena de morte para os crimes de latrocínio, assaltos, homicídio, tráfico drogas e estelionato. O suposto Motoqueiro é apontado como defensor da redução da menor idade penal e conquista muitos adeptos da opinião: “bandido bom é bandido morto”.
Contudo o Motoqueiro não consegue só despertar a simpatia das pessoas, há muitos que o perseguem e o xingam nas redes sociais. Alguns por defenderem teses políticas contrárias, as dele chegam a deixar subentendido que os menores infratores são vítimas das desigualdades sociais e sequelados.
Ele recentemente foi chamado de covarde por esconder sua real identidade.
“Mexo com bandido de toda espécie, o anonimato é para proteger meus familiares de retaliação da bandidagem. Para os bandidos eu tenho uma .40 e uma 380 lotadas. Mas não dá para está 24 horas com a minha família. Já prendi centenas de armas de fogo, já estourei várias bocas de fumo”, disse o policial.
Ao ser questionado sobre sua intolerância a liberação da maconha e se ele teria preconceitos quanto aos usuários, ele foi bem ríspido: “não me misturo com viciados”, disparou.
Quando foi falado sobre o porquê da preocupação em manter sua identidade oculta ele voltou a falar: “pra bandidos tem a .40. Só que bandidos são covardes e traiçoeiros, meus entes queridos podem correr riscos , nisso que eu penso”, afirmou.
Mas de fato quem será este cidadão? Qual é a opinião da população que está refém da violência a respeito dele? Será um bandido ou um justiceiro?
A única resposta que ele deu a respeito: “ Não sou herói, nem bandido. Sou uma pessoa benevolente, disposta…”

sábado, 25 de março de 2017

FHC: "Nosso sistema se esgotou, é preciso outro"

 



















Folha de S.Paulo – Thais Bilenki
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) diz em entrevista à Folha que a gravidade da crise atual exige uma mudança profunda no sistema político.
*
Folha - O drama econômico no início do seu segundo mandato foi menos ruim que o de Temer?
Fernando Henrique Cardoso - Em termos. Nós perdemos a votação da idade mínima [na reforma da Previdência] por um voto. Agora, isso volta com mais força, porque quase todos os Estados não têm dinheiro para pagar. De alguma forma, as grandes reformas, os governos vão fazendo aos pouquinhos. Eles pensam que vão ter tudo, o Congresso não dá tudo, a sociedade não deixa tudo. É uma luta constante.
O sr. vê sinal de que, na esfera econômica, o governo terminará com saldo positivo?
O governo atual retomou o fio da meada. Na área econômica, Temer botou gente que sabe das coisas. E tem que ter alguma sorte. As commoditites estão valorizadas.
O sr. falava menos do Judiciário do que o presidente hoje provavelmente falaria.
Muito menos. É verdade.
Quais são os efeitos do protagonismo do Judiciário?
Demos uma abertura na Constituição para a judicialização. A Constituição tratou de reforçar as instituições, Ministério Público, Polícia Federal, a Justiça. Isso não é mau. Evidentemente que, no momento, as instituições políticas estão débeis, há desbalanceamento. Mas, no passado, quando havia isso, quem prevalecia? Os militares.
Sua fala sobre diferenciar caixa dois e corrupção causou polêmica.
Foi um Carnaval, parece que eu estava querendo encobrir. Não quero encobrir nada. Quero dizer o óbvio. Houve ou não corrupção? Quer dizer que caixa dois é correto? Não, quer dizer que corrupção é outra coisa. Tem penalidades, mas são diferentes. Ninguém quer nem ouvir o argumento.
*O seu discurso é o mesmo que o PT fez e faz agora. *
Não pode generalizar, nem uma coisa nem outra. Não pode dizer que tudo é caixa dois, porque não é, é corrupção.
Temer tem nove ministros envolvidos na Lava Jato. Poderia ter evitado essa situação?
Pois é, mas eu não sei o que seja o envolvimento. Precisa ver o que foi. Obviamente, nosso sistema se esgotou. Não é só malandragem de ficar lá no poder recebendo favores. Você vai ter que ter um sistema diferente desse atual. Na França, [o ex-presidente Charles] de Gaulle disse: acabou, vai mudar tudo. Tinha a guerra da Argélia. Aqui não, mas a situação de desemprego, o desespero, é quase como uma guerra.
O sr. disse no livro que Ciro Gomes tinha estatura política inferior à do Collor, era oportunista. Ainda tem essa visão?
Foi coisa de momento. Devia estar irritado. São estilos diferentes. O Collor empolgou. Não a mim, mas o Brasil se empolgou. O Ciro nunca empolgou o Brasil.
Vai empolgar, se ele se lançar?
Não sei, não acredito. Porque também pertence àquilo que já está aí.
Como o sr. vê a tentativa do Lula de voltar a se candidatar?
Acho que, em geral, as pessoas, depois que fizeram, devem inventar outras coisas. No caso do Lula, nem sei se ele realmente quer. Talvez até queria, porque não sei se ele tem na alma outras distrações, outras coisas. Ao ser candidato, ele salva o partido e acusa todo mundo ao dizer que está sendo perseguido. Então, ele não tem muita opção.
Ele tem chance?
O Lula, quando ganhou, conseguiu penetrar em setores da classe média e, sobretudo, nos que têm recursos, nos empresários. Hoje é difícil [repetir isso]. Não se pode dizer que não acontecerá, mas é pouco provável. O Lula não é para ser nunca desprezado. Mas é mais fácil criticar hoje.
E no PSDB?
O PSDB ganhou espaço na última eleição. Vai manter? Depende de quem vai encarnar e ter projeto para o Brasil. Precisamos de líderes que tenham capacidade de dizer 'venha comigo para o paraíso'. Tem de inventar um paraíso. O mundo está mudando. Precisa ter visão dessas coisas.
Muita gente diz que o João Doria teria esse caminho.
Não sei, o João Doria reafirma sempre, reafirmou a mim na semana passada que o candidato dele é o Geraldo [Alckmin, governador de São Paulo] e ele sabe que está no começo do governo, meses, um mês. Vamos esperar um pouco. Se for, vai ser. Não estou excluindo ninguém nem incluindo. Mas é cedo para fazer essa avaliação. Eu acho que é cedo para fazer qualquer avaliação eleitoral, porque tem os efeitos práticos do Lava Jato. O que vai acontecer, quem realmente é responsável pelo quê?
O sr. fez críticas à Folha e apontou insistência em erros. Por quê?
Porque levaram dois anos falando do Dossiê Cayman. Uma papelada falsa, feita por bandidos. Cabe? Não. É isso. E, como eu tinha relação pessoal com o Frias [Octavio Frias de Oliveira, ex-publisher da Folha, morto em 2007], mais ainda. Não é possível, ele me conhece, sabe que não é assim. Por que fazer isso? Isso me irritava. O que não me levou a mover nada contra a Folha, nem processo, nem cortar verba, nem perseguir ninguém, não. Mas mexia comigo, porque eu escrevi na Folha muitos anos. Então, eu pensava: "Não é possível!" 




Mais de 400 suspeitos com tornozeleira retornaram à prisão, diz presidente do TJ

O presidente do Tribunal de Justiça do Piauí, desembargador Erivan Lopes, informou que em mais de 400 casos, os suspeitos que usavam tornozeleira eletrônica retornaram à prisão por terem cometido alguma atitude que contrariava regras de utilização da medida preventiva.
De acordo com o presidente, a utilização da tornozeleira é eficiente e uma medida que o juiz é autorizado a utilizar. 
“Em mais de 400 casos, o benefício foi revogado no Estado. Claro, que se houver risco, se houver ineficiência de alguma forma, ela pode ser retirada e o acusado ser recolhido ao sistema prisional, como já aconteceu”, destacou Erivan Lopes. 
O presidente defendeu que o uso da tornozeleira é amparado pela lei. Ainda de acordo com Erivan, o uso da tornozeleira tem contribuído, inclusive, para elucidação de crimes graves.
 
“A tornozeleira foi uma política pública feita pelo legislador. O juiz cumpre o que está na lei. Se ele tem direito, então o juiz pode decidir que ele use. Ela é um meio eficiente, e da mesma forma que, por vezes não impede que o indivíduo volte a delinquir. Mas, mesmo dentro do sistema penitenciário ele estar impedido, porque dentro do sistema penitenciário há extorsão, há homicídios, há tráfico de entorpecentes. Então não se pode imputar, como se vem fazendo, apenas, que os males da delinquência e da falta de segurança pública se deve ao uso da tornozeleira. Não é bem isso”, destaca.

Wellington Dias (PT) nomeia professor Rarison Coordenador de Parques no Governo do Estado

Aqui se faz, aqui se perdoa! Mesmo após vazar um vídeo do professor Rarison eufórico e muito feliz com a derrota do ex-prefeito Florentino Neto (PT), o Governador Wellington Dias também do Partido dos Trabalhadores - PT nomeou o renomado e influente professor Rarison Albuquerque o mais novo Coordenador de Parques, símbolo DAS 2, lotado na Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí.
     Fonte: Sim Notícia


Campanha de doação de órgãos sugere alteração de música de Paul McCartney

Uma ação articulada pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos quer convencer o cantor Paul McCartney, ex-Beatles, a gravar um vídeo com uma mensagem em suas redes sociais. O jovem José Roberto Paz, conhecido como Keke, que teve o coração transplantado, pede que Paul inverta a canção Live and Let Die (viva e deixe morrer) para Die and Let Live (morra e deixe viver) em apoio à doação de órgãos no Brasil.
Celso Anieri, o “Paul McCartney” da primeira banda cover do Brasil, a Beatles 4 Ever, já está apresentando a versão modificada da música nos shows que vem realizando em turnê pelo Brasil. Ele passará por Fortaleza no dia 21 de abril, com o espetáculo “Simplesmente Paul”, no Teatro RioMar Fortaleza.

Raio em Quixadá impressiona população. Confira vídeo

Uma imagem impressionante foi flagrada por um operário que trabalhava no campus do Instituto Federal do Ceará, nas proximidades do açude Cedro, em Quixadá. O trabalhador filmava o local com seu celular, quando flagrou o exato momento em que um raio atingiu um monólito.
Concentrado, mostrando caminhões estacionados no local, o homem se assustou com o relâmpago, seguido de um trovão.
Número impressionante
Somente na última quarta-feira (22), segundo a Enel Distribuição do Ceará, foram observadas 3.424 descargas elétricas no Estado, número que representa um recorde em 2017.
Segundo a companhia, neste ano foram registrados cerca de 24,6 mil raios, o que já supera os registros em 2016.

Vereador de Goiânia diz que quem frequenta bares de madrugada é corno ou delinquente

O vereador Anselmo Pereira que, é também presidente Câmara Municipal de Goiânia, causou várias críticas nas redes sociais após um infeliz comentário. Durante uma audiência pública que debatia um projeto de lei que pretende reduzir o horário de funcionamento de bares e restaurantes da capital, Anselmo disse que “quem frequenta bares de madrugada é corno ou delinquente”.
Um vídeo mostra o momento que um homem debate com o vereador sobre o projeto de lei “O senhor devia pensar bem, porque meu pai vai ao bar, beber a cerveja dele, eu vou ao bar, e não sou corno, bandido, delinquente, como o senhor diz. O senhor meça as palavras, que quem bebe cerveja não é bandido não”, disse, ao passo que o tucano rebateu: “Eu também bebo, mas não bebo depois das duas da manhã”.
Após a repercursão negativa de seu comentário, o vereador se retratou através da Diretoria de Comunicação da Câmara Municipal de Goiânia. A alegação de Pereira foi que ele estava em uma “discussão pessoal e acalorada” e que a mesma “não representa o todo do seu pensamento”. Ainda conforme o texto, “Anselmo também pede desculpas a todos que se sentiram ofendidos pela frase, mais uma vez, descolada de seu contexto e explica que a maior preocupação sempre foi a segurança de todos os cidadãos”.
 
 
 
 

sexta-feira, 24 de março de 2017

Zeca Pagodinho leva golpe de funcionária

Resultado de imagem para Zeca Pagodinho leva golpe de funcionáriaMulher deu desfalque de R$ 180 mil no escritório do cantor
O cantor Zeca Pagodinho sofreu um golpe financeiro de R$ 180 mil de uma funcionária que trabalhava em seu escritório há mais de dez anos. Segundo informações do jornal "Extra", a notícia chocou o sambista, já que a mulher era considerada de confiança e frequentava festas na casa do artista. 
Ainda conforme a publicação, Zeca estuda as medidas que irá tomar contra sua agora ex-­funcionária e também ex-­amiga. Aos amigos próximos, ele tem dito que está inconformado.
Na última semana, depois que seu amigo e também cantor Arlindo Cruz sofreu um Acidente Vascular Cereberal (AVC), no Rio de Janeiro, Zeca convocou vários de seus fãs para uma oração em prol da recuperação do sambista.
 
 
 

Em vigor há 20 anos, terceirização será proibida na Rússia

Enquanto no Brasil o projeto de lei que amplia a possibilidade de terceirização de mão de obra para as atividades-fim das empresas foi aprovado na Câmara dos Deputados e segue agora para o Senado, na Rússia esse modelo de contratação será proibido a partir do ano que vem.
A decisão foi tomada em janeiro pela Assembleia Federal russa depois de longa negociações entre os sindicatos e Putin, disse o integrante do conselho nacional do Sindicato dos Trabalhadores da Construção da Rússia, Abdegani Shamenov.
Do Valor Econômico, leia AQUI.
 
 
 

quarta-feira, 22 de março de 2017


Quarenta por cento das crianças de 0 a 14 anos no Brasil vivem na pobreza

Imagem relacionadaCerca de 17 milhões de crianças até 14 anos – o que equivale a 40,2% da população brasileira nessa faixa etária – vivem em domicílios de baixa renda. No Norte e no Nordeste, regiões que apresentam as piores situações, mais da metade das crianças [60,6% e 54%, respectivamente] vivem com renda domiciliar per capita mensal igual ou inferior a meio salário mínimo. Desse total, 5,8 milhões vivem em situação de extrema pobreza, caracterizada quando a renda per capita é inferior a 25% do salário mínimo.
Os dados fazem parte do relatório Cenário da Infância e Adolescência no Brasil, documento que faz um panorama da situação infantil no país , divulgado pela Fundação Abrinq. O estudo foi feito utilizando dados de fontes públicas, entre elas o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Nesta quarta edição, a publicação reúne 23 indicadores sociais, divididos em temas como trabalho infantil, saneamento básico, mortalidade e educação. A publicação também apresenta uma série de propostas referentes às crianças e que estão em tramitação no Congresso Nacional.
“Nesta edição, além de retratar a situação das crianças no Brasil, também apresentamos a Pauta Prioritária da Infância e Adolescência no Congresso Nacional. O conteúdo revela as principais proposições legislativas em trâmite no Senado e na Câmara dos Deputados, com os respectivos posicionamentos da Fundação Abrinq baseados na efetivação e proteção de direitos da criança e do adolescente no Brasil”, disse Heloisa Oliveira, administradora executiva da Fundação Abrinq.
Violência
Um dos temas abordados no documento é a violência contra as crianças e adolescentes. Segundo o estudo, 10.465 crianças e jovens até 19 anos foram assassinados no Brasil em 2015, o que corresponde a 18,4% dos homicídios cometidos no país nesse ano. Em mais de 80% dos casos, a morte ocorreu por uso de armas de fogo. A Região Nordeste concentra a maior parte desses homicídios (4.564 casos), sendo 3.904 por arma de fogo.
A publicação também mostra que 153 mil denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes chegaram ao Disque 100 em 2015, sendo que em 72,8% das ligações a denúncia se referia a casos de negligência, seguida por relatos de violência psicológica (45,7%), violência física (42,4%) e violência sexual (21,3%).
Resultado de imagem para Quarenta por cento das crianças de 0 a 14 anos no Brasil vivem na pobreza
Trabalho infantil
Com base em dados oficiais, o documento revelou que as condições do trabalho infantil estão mais precárias. Embora tenha diminuído o número de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil na faixa de 10 a 17 anos [redução de cerca de 659 mil crianças e adolescentes ocupados em 2015 em comparação a 2014], houve aumento de 8,5 mil crianças de 5 a 9 anos ocupadas.
O universo de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos que trabalhavam n somou 2,67 milhões em 2015. Mais de 60% delas são do Nordeste e do Sudeste, mas a maior concentração ocorre na Região Sul.
O estudo mostrou também dados mais positivos, como a taxa de cobertura em creches do país, que passou de 28,4% em 2014 para 30,4% em 2015 – ainda distante, no entanto, da meta estabelecida pelo Plano Nacional de Educação, de chegar a 50% até 2024.
Os dados completos podem ser vistos no sitewww.observatoriocrianca.org.br
 
 
 

Apenas 39% das vagas do Fies foram preenchidas até agora

Resultado de imagem para FiesO Ministério da Educação abriu uma nova etapa de inscrições para o Fies. A pasta não comenta quantas vagas, das 150 mil disponíveis, já foram preenchidas. Não por acaso. A adesão anda baixíssima, informa a Coluna Radar, da Veja Online.
Até sexta-feira, havia apenas 39% de postos preenchidos. E olha que, no início do ano, cerca de 750 mil estudantes tinham interesse em aderir ao programa de financiamento.

ONU pede ações de reaproveitamento de água

Resultado de imagem para dia mundial da águaA previsão da Organização das Nações Unidas (ONU) é que, até 2030, a demanda por água no mundo aumente em 50%. Ao mesmo tempo, mais de 80% do esgoto produzido pelas pessoas volta à natureza sem ser tratado. Diante desse cenário, nesta quarta-feira (22), Dia Mundial da Água, a organização mobiliza governos, setor privado e sociedade civil contra o desperdício, por melhoria nos sistemas de coleta e tratamento de esgoto e pelo reaproveitamento máximo das águas residuais urbanas.
As águas residuais são os recursos hídricos utilizados em atividades humanas que se tornam impróprios para o consumo, mas podem ser utilizados para outros fins após tratamento. Segundo a ONU, os benefícios para a saúde humana e para o desenvolvimento e sustentabilidade ambiental são muito maiores que os custos da gestão dessas águas, fornecendo novas oportunidades de negócios.

Na avaliação do coordenador de Implementação de Projetos Indutores da Agência Nacional de Águas (ANA), Devanir Garcia dos Santos, para o Brasil, é essencial discutir o reúso da água já que o recurso, apesar de abundante, não é distribuído uniformemente em todas as regiões do país. “Temos regiões que têm carência de água e que têm potencial de fazer reúso. Muitas demandas poderiam ser atendidas com o reúso”, disse, em entrevista à Agência Brasil.
Segundo ele, além de atender às necessidades por água limpa, o reúso também significa o tratamento de esgotos e dos efluentes domésticos.
“O Brasil tem um problema sério, a área atendida hoje é pequena. Em torno de 35% da população é atendida com tratamento de esgoto, mas isso está concentrado nos grandes centros. As capitais dos estados tem capacidade de tratamento. Quando se pega municípios com menos de 200 mil ou menos de 50 mil habitantes, praticamente tem muito pouco tratamento nessas áreas”, explicou o coordenador da ANA.
Segundo a ONU, cerca de 1,8 bilhão de pessoas no mundo usam fontes de água contaminadas por fezes para beber, e, a cada ano, 842 mil mortes são relacionadas a falta de saneamento e higiene, bem como ao consumo de água imprópria.
Por isso, para garantir a utilização sustentável dos recursos hídricos, é preciso implementar políticas eficazes de saneamento e de reúso. A organização aponta que as águas residuais podem ser reaproveitadas na indústria, em setores que não precisam tornar a água potável para utilizá-la como insumo. É o caso de sistemas de aquecimento e resfriamento, por exemplo.

Reúso industrial
Sozinha, a indústria é responsável por 22% do consumo de água mundial.
Segundo Garcia, o reúso praticamente inexiste no Brasil, exceto em algumas iniciativas da grande indústria, que está se organizando e fazendo tratamento de esgoto para a reutilização. “A indústria tem um disciplinamento bom. Em tese, você tem um normativo que não deve utilizar água de boa qualidade, a não ser que esteja sobrando muito, para usos onde você tem condição de atender com água de qualidade inferior. É um ponto importante da gestão da água que precisamos observar e o reúso possibilita isso”, disse.
Ele deu como exemplo uma iniciativa público-privada para a produção de água de reúso industrial, o Aquapolo, em São Paulo. Resultado de uma parceria entre a Odebrecht Ambiental e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o sistema fornece por contrato 650 litros por segundo de água de reúso para o Polo Petroquímico da região do ABC Paulista, que a utiliza para limpar torres de resfriamento e caldeiras, principalmente. Isso equivale ao abastecimento de uma cidade de 500 mil habitantes.
Há ainda iniciativas industriais localizadas que também são exemplos de boa gestão dos recursos hídricos. No Distrito Federal, o Grupotecno faz o reúso da água em sua usina de concreto. O sócio-proprietário Fábio Caribé conta que cerca de 30 mil litros de água são reutilizados por dia, provenientes do sistema de pulverização dos caminhões betoneira. Durante o processo de carregamento, eles precisam ser pulverizados com água para evitar a dispersão de poeira de cimento no ar.
“Não estamos retirando essa água do meio ambiente. A minha preocupação sempre foi de implantar um sistema que utilize o mínimo necessário de água para operar. A água utilizada no abafamento dessa poeira volta para o sistema e fica indo e voltando”, disse, contando que a empresa entrou em atividade em 2013, já com o sistema de reciclagem de água.
O processo de limpeza da água é feito através de separação física por decantação dos elementos contaminantes e por filtragem. A água residual é, então, utilizada no próprio sistema de pulverização e na manutenção da empresa, como umedecimento e limpeza dos pátios e lavagem dos caminhões.
“Nós temos uma outorga que nos permite utilizar 100 mil litros de água por dia do solo. Dessa água utilizamos hoje de 75 a 89 mil litros de água por dia. Desse volume, 30 mil nós reciclamos por dia. Ou seja, é como se eu tivesse um reserva técnica para ampliar a produção da empresa sem necessariamente retirar mais água do subsolo”, explicou Caribé.
Segundo ele, o custo de R$ 100 mil, em três anos, desse sistema de reciclagem está amortizado. “Já tivemos um retorno financeiro. E nosso passivo ambiental é muito menor do que seria se não tivéssemos o sistema”, explicou.
Além da reciclagem de água, o Grupotecno também trabalha a reutilização de concretos excedentes em obras e pesquisa a utilização de materiais, como restos de plásticos, para incorporar ao concreto fabricado, sem que haja baixa na resistência e durabilidade. A empresa tem ainda uma tecnologia de concretos permeáveis, que permite a passagem da água, que podem ser instalados em calçadas e estacionamentos, por exemplo, além de desenvolver projetos residenciais com eficiência elétrica, térmica e hidráulica.
“Nós temos tecnologia, o que falta é conhecimento e busca pelo uso. O Brasil é o país mais rico do mundo, a nossa vocação é ser um país de ponta, mas isso depende de decisões políticas. Vale a pena ser sustentável. Não é só a gente que agradece, é a coletividade. Se todo mundo pensasse assim, acho que teríamos uma realidade diferente”, destacou Caribé.
Fonte: Agência Brasil