O presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha recebe nova petição para o impeachment da presidente Dilma Rousseff de advogados de oposição no Congresso Nacional, em Brasília - 21/10/2015
O presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha recebe nova petição para o impeachment da presidente Dilma Rousseff de advogados de oposição no Congresso Nacional, em Brasília – 21/10/2015

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta quarta-feira que as chamadas “pedaladas fiscais”, recurso usado pelo governo da presidente Dilma Rousseff para maquiar o rombo nas contas públicas, já estão virando “motocicleta”, em referência à continuidade da prática, recriminada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A declaração foi feita horas depois de o peemedebista receber um novo pedido de impeachment de Dilma embasado justamente na permanência da manobra fiscal no ano de 2015. Juristas e oposição argumentam que a petista cometeu crime de responsabilidade também neste ano.
“O governo já deveria ter zerado suas contas das chamadas pedaladas, e não o fez. Empurrou para este ano. Não tem condições de viver com conta mascarada. As contas têm de ser claras, transparentes, e o governo continua infringindo [a lei]. O governo tem de aprender a fazer superávit real, e não conseguiu fazer”, afirmou Cunha. O presidente da Câmara comentava sobre a previsão de uma nova revisão da meta fiscal, discutida pelo governo após a constatação de que o rombo nos cofres públicos deve ser maior do que o calculado pelo Ministério da Fazenda. “Nós temos algumas medidas em que o governo errou. E com esse erro diminuiu a arrecadação e aumentou o buraco. Tem de corrigir, assumir, reconhecer e pagar tudo”, disse Cunha.