terça-feira, 27 de outubro de 2015



lula
Por Felipe Moura Brasil em Veja

O Ibope diz que 55% dos brasileiros não votariam em Lula de jeito nenhum.
Mas isto é porque a pergunta não informa aos eleitores o currículo resumido do eventual candidato.
Eu sugiro duas perguntas para a próxima pesquisa:

Caro eleitor,

1) Você votaria num candidato…
– em cujo governo se institucionalizou o maior esquema de corrupção da história do mundo, conhecido como petrolão, além do esquema de compra de apoio parlamentar conhecido como mensalão, do qual ele era, politicamente, o maior beneficiário;
– suspeito de tráfico nacional (no BNDES) e internacional de influência para favorecer a empreiteira Odebrecht, cujo dono acabou preso, acusado de organização criminosa, lavagem de capitais e corrupção, inclusive em contratos com a Petrobras;
– suspeito de ter vendido a Medida Provisória 471 durante o seu mandato presidencial para favorecer montadoras de veículos com a prorrogação de incentivos fiscais de R$ 1,3 bilhão por ano;
– cujo filho Luiz Cláudio tem uma empresa, a LFT Marketing Esportivo, que recebeu R$ 2,4 milhões de Mauro Marcondes, um dos lobistas investigados por negociar a edição e a aprovação da MP 471;
– cujo filho Luiz Cláudio, formado em educação física e ex-auxiliar de preparadores físicos, conseguiu ainda a proeza de atrair para um torneio de futebol americano o patrocínio milionário de empresas como Budweiser (grupo Inbev), Energético TNT (Cervejaria Petrópolis), Caoa Hyndai, Tigre, Sustenta Energia (grupo JHSF), Qualicorp e Gol, algumas das quais devem muito ao governo do partido do pai.



Clima entre Lula e Dilma ‘azedou’ ainda mais



Por Cristiana Lôbo

A harmonia que transparece nos encontros públicos e amplamente registrada ao longo das duas campanhas eleitorais não é mais a mesma entre a presidente Dilma Rousseff e seu padrinho político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os dois têm divergido claramente sobre a condução da economia e sobre a atuação dos órgãos de investigação do governo . Discussões ásperas já aconteceram tanto em reuniões no Palácio da Alvorada como também recentemente num telefonema.

Os dois estão enxergando claramente o desgaste do governo, a baixa popularidade da presidente atestada em pesquisas e o reflexo disso no PT e na imagem do ex-presidente, que já foi o líder com maior reconhecimento no país.

Mas eles divergem sobre qual a principal razão para isso. E daí vem o motivo para os embates entre os dois.

Para o ex-presidente Lula, o maior problema do Brasil é o desempenho da economia. Ele entende que o país chegou a esta situação por pura teimosia da presidente Dilma, que, quando recebeu a sugestão, não quis substituir o então ministro da Fazenda, Guido Mantega, e também manteve no cargo por todo o primeiro mandato o secretário do Tesouro, Arno Augustin; e, agora, insiste em deixar o comando da economia nas mãos de Joaquim Levy.

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