quarta-feira, 4 de novembro de 2015


Filiação de Zé Filho desagrada lideranças do PPS e presidente recomenda “desapego” a cargos Celso Henrique deverá ser candidato a vereador de Teresina no próximo ano. Ele afirma que a ida do ex-governador representará o fortalecimento da sigla no Piauí



A filiação do ex-governador Zé Filho ao PPS tem repercutido no partido. Algumas lideranças da legenda não gostaram da novidade e ameaçam deixar a sigla. O motivo seria a perda de espaço com a chegada do novo filiado e do grupo político que o apoia. Na noite desta quarta-feira (04/11), o atual presidente da sigla, Celso Henrique, irá se reunir em Brasília com o presidente nacional do PPS, Robert Freire, para discutir a questão.
Celso Henrique e Zé Filho durante encontro na FIEPI Foto: Ascom/PPS
Celso Henrique afirma que as opiniões contrárias a Zé Filho se devem a novidade e afirmou que algumas lideranças do PPS devem exercitar o “desapego” a cargos. “É uma situação nova e causa uma certa indefinição. Mas hoje teremos uma reunião com o presidente nacional e em seguida uma reunião com o partido no Piauí para discutir essa questão”, declarou.
Outro motivo da insatisfação seria que a filiação de Zé Filho significa o PPS na oposição. “Essas pessoas querem ficar no governo, mas o PPS tem seguido a tendência nacional. Que sentido faria se todos os partidos fossem do lado do governo”, comentou.
No PPS, Zé Filho irá assumir a presidência estadual da legenda. Celso Henrique deverá ser candidato a vereador de Teresina no próximo ano. Ele afirma que a ida do ex-governador irá representar o fortalecimento da sigla no estado.
DISPUTAM CARGOS
“Quem tem apego a cargo não pensa no partido. O importante é o crescimento do PPS. É para isso que estamos trabalhando. Essas críticas e insatisfações são naturais, mas o partido se coloca à disposição para conversar com todos e esclarecer qualquer situação. Zé Filho é ex-governador e presidente da FIEPI. Isso é muito importante”, disse.
VEREADORES EXPULSOS
Em Brasília, Celso Henrique irá tratar ainda da situação dos vereadores Luís André e Teresinha Medeiros. Os dois foram expulsos da sigla, mas nunca receberam nenhuma documentação oficial. Eles aguardam uma definição da direção nacional para mudarem de legenda.

“Como o prazo para mudança de partido foi prorrogado ficamos mais seguros porque sabemos que não iremos causar nenhum tipo de prejuízo a esses vereadores. A comissão de ética nacional tem trabalhado muito tratando de expulsões em todo país”, declarou.

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