As notas tinham estampado o rosto do presidente da Câmara - Foto: Dida Sampaio l Estadão Conteúdo
As notas tinham estampado o rosto do presidente da Câmara

No momento em que concedia entrevista coletiva à imprensa, no Salão Verde da Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi alvo de um “banho” de notas falsas de dólar. Um homem ligado ao movimento “Levante Popular da Juventude”, surpreendeu o deputado e, munido de um balde, jogou as notas em sua cabeça.

“Receba sua encomenda da Suíça, Cunha”, gritou Tiago Ferreira, de 26 anos, que foi retirado pela Polícia Legislativa. As notas falsas de 100 dólares, em vez do retrato de Benjamin Franklin, traziam a imagem do peemedebista. Carregado pelos seguranças, Tiago deixou o local gritando “Fora PT”.
Cunha tentou se manter impassível e disse que não se sentia constrangido com o episódio. “Não vou, por causa de um militante encomendado e colocado aqui para fazer uma agressão, achar que isso vai me constranger, porque não vai. Esse provavelmente é contratado por alguém com um objetivo. Não vou pautar minha atuação por causa de um militante”, respondeu.
O ação tumultuou o já inflamado Salão Verde, que vem sendo ocupado por manifestantes pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff. Mais cedo, a oposição instalou um painel com assinaturas dos parlamentares favoráveis ao afastamento da petista. O painel foi colocado ao lado dos manifestantes e mais cedo houve um tumulto quando foi retirado do local.

Cunha informou que ordenou à Polícia Legislativa a retirada do painel, mas mandou investigar quem se antecipou à ação dos seguranças. Ele mandou abrir sindicância para apurar o episódio. “Desse jeito não vai continuar, vou tomar providências”, afirmou. “Vou impor a ordem à Casa”.