domingo, 21 de fevereiro de 2016


Pele de tilápia pode ajudar a tratar queimados

Um estudo inédito no Brasil e no mundo, segundo pesquisadores, com material de baixo custo e ótimos resultados no tratamento de queimados. Assim pode ser descrita a pesquisa com pele da tilápia, peixe de água doce. Os estudos, desenvolvidos na Universidade Federal do Ceará (UFC), e em institutos em São Paulo e Recife, revelam que o material tem componentes que ajudam na cicatrização de feridas e queimaduras.
Hoje o material que será utilizado nos testes em humanos queimados deve ser esterilizado no Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da Faculdade de Medicina da UFC. O cirurgião plástico à frente da pesquisa, Edmar Maciel, explica que há 14 meses os estudos são feitos e os resultados têm sido positivos. “É uma possibilidade inédita para o país utilizar a pele de animal em tratamentos de queimados. No Brasil, só há tratamento com pele humana, e dos quatro bancos de pele existentes no País, apenas três funcionam e com material que atende apenas 1% da demanda”, afirma.
O material a ser esterilizado hoje — ao todo 350 peles de tilápia — será utilizado em um projeto piloto no Centro de Queimados do Instituto Doutor José Frota (IJF). Ao ser colocada na ferida, a pele de tilápia funciona como um tampão, evitando a contaminação, perda de líquido e proteína e evitando as trocas diárias de curativos, que são dolorosas 
para os queimados.

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