segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Produção de cédulas e moedas diminui e falta dinheiro trocado no país

O Banco Central indica que o valor total das cédulas e moedas em circulação no país cresceu apenas 2,1% em 2015, menor expansão desde a criação do Plano Real, em 1994. Descontada a inflação, o valor do meio circulante encolheu 8,4%. De acordo com a Folha de S. Paulo, é a segunda vez nestes 22 anos que isso ocorre. A outra foi em 2003, quando gastos na produção de dinheiro foram limitados para conter a despesa pública. Neste ano, o problema poderá se repetir, devido ao corte de 7% no orçamento previsto para a produção de numerário em relação a 2015. A Folha destaca que entre 2014 e 2016, a despesa deve somar R$ 1,35 bilhão. Somente em 2013 foi de R$ 1,23 bilhão. O número de notas que saíram de circulação no ano passado, principalmente as cédulas mais antigas da primeira família do real, superou a produção de dinheiro novo, da segunda família. Isso fez com que a quantidade de cédulas disponíveis encolhesse 1%. O número de notas de R$ 5, R$ 10 e R$ 20 em circulação caiu, entre 5% e 9%. No entanto, houve aumento de 6% no numerário de R$ 100, o que explica, por exemplo, por que caixas eletrônicos passaram a entregar mais notas desse valor. Os dados do Banco Central mostram que o aumento na produção se deu, principalmente, nessa série especial. O número de moedas de R$ 1 cresceu 6%, praticamente o dobro do acréscimo na circulação daquelas de menor valor.
Moedas: O BC explica que a disponibilidade hoje é de R$ 29 em moedas ou 118 peças por habitante, acima do patamar considerado adequado. A instituição também informou que a produção de numerário tem sido impactada desde 2014 pela redução da despesa pública federal, mas que tem administrado os estoques disponíveis com a finalidade de atender da forma mais equânime possível às demandas. "Em 2016, como nos anos anteriores, o BC administrará os estoques disponíveis de numerário com a finalidade de atender à demanda do público em âmbito nacional", afirma o Banco Central. Ainda de acordo com a Folha, o BC indica que as pesquisas sobre o uso do numerário pelo comércio mostram que, na impossibilidade de obtenção de cédulas ou moedas nos bancos, o procedimento mais utilizado é a troca com estabelecimentos próximos. Além disso, outra estratégia é a obtenção de moedas de bancos ou de consumidores que as mantêm fora de circulação, guardadas em casa, refere o BC.


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