(Foto reprodução/Google)

Época/Por RUTH DE AQUINO

É obsceno que representantes do povo usem mandatos para enriquecer ilicitamente e garantir mordomias vitalícias ou imunidade. Há décadas ouvimos dizer que Paulo Maluf está sendo investigado, processado e condenado – mas precisamos da Justiça francesa para encurralar um dos políticos mais caras-de-pau já produzidos pela República. Maluf está na lista de procurados da Interpol desde 2010, abrigado pela condescendência brasileira.
Um país que beneficia clãs como os Sarneys, com descendentes como a ex-governadora Roseana vivendo como filha de paxá, acumulando aposentadorias, pensões, subsídios e privilégios. Um país que reabilita figuras como Fernando Collor, impedido como presidente, mas anos depois amigo e cúmplice do “poder popular”, abraçado a Lula.
Num país assim, transformar o presidente da Câmara Eduardo Cunha em réu, por unanimidade no STF, deve ser motivo para celebrar. Num país assim, vir à tona o que os últimos presidentes Lula e Dilma fizeram é motivo para celebrar. Se for verdadeiro o depoimento de Delcídio do Amaral, não um mero doleiro mas o ex-líder do governo Dilma Rousseff no Senado, foram crimes e mais crimes contra o povo, contra os recursos públicos, contra as prioridades de um país em desenvolvimento, contra o Orçamento e contra a democracia.