quinta-feira, 3 de março de 2016

Elina Brown e Prentice Brown casaram em setembro de 2014 

A empresária Elina Brown, de 37 anos, viu o marido morrer em seus braços no último dia 15 na casa dos dois em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Prentice Brown, de 49 anos, passou mal e teve um infarto fulminante. Agora, a luta dela é para que esta não seja a última lembrança dele, e deseja viajar aos Estados Unidos para enterrá-lo.
Como o desejo de Prentice era ser enterrado ao lado do pai, em Los Angeles, Elina enviou o corpo do marido para o país, e solicitou um visto emergencial para acompanhar o funeral, que será no dia 10 de março. No entanto, o Consulado Geral dos EUA no Brasil negou o visto duas vezes.
— Fiquei totalmente impotente. Entrei com o pedido emergencial dois dias depois da morte, paguei a taxa e marcaram a entrevista. Levei todos os documentos, e, quando foi negado, o cônsul disse para eu tentar novamente. Tentei, fiz a entrevista sem condições psicológicas nenhuma de responder qualquer coisa porque estou à base de calmantes e o visto foi negado novamente — disse.

Elina Brown e Prentice Brown têm um filho de 1 ano e 7 meses
Elina Brown e Prentice Brown têm um filho de 1 ano e 7 meses Foto: Reprodução do Facebook
Segundo Elina, o consulado informou, numa carta, que ela não provou ter vínculos fortes com o Brasil que garantam que ela voltará ao país. Os dois têm um filho de 1 ano e 7 meses. Elina também é mãe de uma jovem de 19 anos e de um menino de 11 anos. Ela só pediu visto para o bebê, e afirmou que não deseja ficar nos Estados Unidos.
— Não tenho intenção de ficar nos Estados Unidos, e ele veio morar no Brasil. A ideia nunca foi morar lá. Minha última memória dele é um filme de terror e quero estar presente no enterro para me despedir — afirmou a viúva.
Elina é proprietária de um salão de beleza e de um spa em Copacabana. Os dois estavam juntos há quatro anos, e se casaram em setembro de 2014. Ela nunca foi aos Estados Unidos, e já viajou para Dubai, nos Emirados Árabes, para encontrá-lo quando ele estava servindo no Afeganistão.

Procurado, o Consulado dos Estados Unidos no Rio de Janeiro ainda não comentou o caso.


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