sexta-feira, 4 de março de 2016

Macarrão, condenado por morte de Eliza, pode ir para regime semiaberto

Condenado a 15 anos de prisão por envolvimento na morte de Eliza Samudio, Luiz Henrique Ferreira Romão – o Macarrão – poderá ir para o regime semiaberto após avaliação de comportamento. De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por trabalhar e estudar na prisão, ele atende a critérios para ter a pena diminuída em 425 dias, isto é, um ano e 60 dias.Contudo, para conseguir a progressão de pena, ainda é necessária a elaboração de um laudo que ateste o bom comportamento do preso. O estudo é feito por uma comissão formada por psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais e de segurança, segundo a Justiça. O prazo é de até 30 dias, podendo ser prorrogado.O amigo do goleiro Bruno Fernandes cumpre pena no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ele trabalha na fábrica de gesso do local. A defesa tenta transferí-lo para a Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (APAC) de Itaúna, no Centro-Oeste de Minas Gerais.
A atualização da pena será publicada nesta sexta-feira (4), quando passa a valer. O benefício foi deferido graças aos 1.134 dias trabalhados e 570 horas estudadas por Romão.O período de trabalho está compreendido entre 1º de outubro de 2011 e 30 de setembro de 2015; já o de estudo foi entre 1º de fevereiro e 31 de dezembro de 2013. Segundo o tribunal, para três dias de trabalho, um é diminuído da pena; para três dias de estudo, a redução também é de um dia.Macarrão havia sido preso por uma ação no Rio de Janeiro em 2011. Ele foi detido preventivamente entre os dias 9 de setembro daquele ano e 23 de novembro de 2012, data em que foi condenado por homicídio qualificado e ele foi detido preventivamente pelo caso envolvendo Eliza Samúdio. Ainda de acordo com o TJMG, a requisição pela remissão de pena foi feita pela defesa no dia 1° de março.

Entenda o caso Eliza
Eliza desapareceu em 2010 e seu corpo nunca foi achado. Ela tinha 25 anos e era mãe do filho recém-nascido do goleiro Bruno, de quem foi amante. Na época, o jogador era titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade.Em março de 2013, Bruno foi considerado culpado pelo homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado da jovem. Ele foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pela morte e ocultação do cadáver da ex-amante, além do sequestro do filho da jovem.A ex-mulher do atleta, Dayanne Rodrigues, foi julgada na mesma ocasião, mas foi inocentada pelo conselho de sentença. Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, amigo de Bruno, e Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do atleta, já haviam sido condenados em novembro de 2012.O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos foi condenado a 22 anos de prisão. O último júri do caso foi realizado em agosto de 2013 e condenou Elenilson da Silva e Wemerson Marques – o Coxinha – por sequestro e cárcere privado do filho da ex-amante do goleiro. Elenilson foi condenado a 3 anos em regime aberto e Wemerson a dois anos e meio também em regime aberto.
G1



Nenhum comentário:

Postar um comentário