sexta-feira, 11 de março de 2016

Sarney falta a encontro com Lula após usufruir de cargos e do apoio do PT por 12 anos
Lula-Roseana
A semana em Brasília foi de novos níveis de tensão, aumentando ainda mais a temperatura, chegando a níveis inéditos desde que Operação Lava Jato. Após ser alvo de uma condução coercitiva – ação da Polícia Federal para obrigá-lo a depor –, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi à capital federal para encontrar-se com a presidente Dilma Rousseff. Em pauta, articulações políticas para garantir a sobrevivência política dos dois e do PT.

Os dois jantaram na terça à noite (8/março), acompanhados do governador de Minas Gerais Fernando Pimentel (PT). De última hora, o ex-presidente Lula mandou chamar para o encontro seu eterno conselheiro José Sarney. Mas parece que o apoio do velho oligarca não anda tão firme. Após pedir apoio a Sarney para manter o PMDB apoiando Dilma, Lula agendou café da manhã com a bancada do partido no Senado nesta quarta-feira (9/março).
Estiveram presentes na residência oficial do presidente do Senado não só a bancada do PMDB, como senadores do PT, PCdoB e PDT. A surpresa de todos os presentes foi a ausência do ex-presidente do Senado José Sarney. À imprensa, Sarney informou que não pôde estar presente por ainda se recuperar de um tombo.
A mesma recuperação não o impediu de comparecer ao jantar da noite anterior. Ao que parece, Sarney atendeu ao primeiro chamado, por educação, mas esquivou-se de se empenhar de fato nas articulações para salvar o PT.
A ausência de Sarney no café de ontem é condizente com um senador que digitou 45 na urna eletrônica – como mostraram filmagens de uma TV do Amapá – mesmo com o adesivo de Dilma no peito. Mas é incoerente com o líder de um grupo político que deitou à sombra do petismo por mais de 10 anos no Maranhão. Lula e Dilma apareceram na propaganda de Roseana quase o mesmo tanto que a candidata. Em cargos no governo federal, o apoio do PT chega a ser incontável, mantendo como figura mais expressiva o ministro Edison Lobão por anos à frente do Ministério de Minas e Energia. Setor que hoje está no coração dos escândalos da Operação Lava Jato.

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