terça-feira, 12 de abril de 2016


Comissão aprova parecer de impeachment de Dilma por 38 a 27; o que acontece agora

Por 38 votos favoráveis e 27 contra, a Comissão Especial de Impeachment aprovou o relatório que pede o afastamento da presidente Dilma Rousseff. A expectativa é de que o texto comece a ser discutido no Plenário da Câmara dos Deputados na próxima sexta-feira. A votação deve terminar só no domingo, dia 17 de abril. Formada por 65 parlamentares, a comissão foi instaurada no último dia 17 de março. No total, foram 10 sessões até a apresentação da defesa da presidente Dilma pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, no último dia 4 de abril. Foram mais de 200 páginas e quase duas horas de exposição de argumentos contrários ao processo. Dois dias depois, o deputado Jovair Arantes (PTB-GO), relator do colegiado, deu parecer favorável ao afastamento da petista. A discussão sobre as 128 páginas do relatório só terminou às 4h da madrugada do último sábado, 9 de abril. Recheada de discussões acaloradas entre os deputados, a sessão de votação começou por volta das 11h de hoje. O advogado-geral da União teve 40 minutos para rebater as justificativas de Arantes. Além dele, os líderes de cada partido tiveram 10 minutos para compartilhar suas orientações e argumentos sobre a votação de hoje. De todos os partidos, 11 e siglas da minoria orientaram seus filiados a aprovar o impeachment. Dez se posicionaram contra o relatório. Outros cinco liberaram a bancada.

Veja como cada líder orientou o voto de sua bancada:
A agenda do impeachment a partir de agora: Nesta terça-feira, a decisão da Comissão Especial de Impeachment será lida no Plenário da Câmara. No dia seguinte, o texto será publicado no Diário Oficial da Casa. Abre-se, então, um prazo de 48 horas para a votação do processo de impeachment no Plenário. Com isso, a expectativa é de que o tema entre na pauta da Câmara na próxima sexta-feira, 15 de abril, e que a votação só seja concluída no domingo 17 de abril – quando estão marcados diversos protestos pró e contra o fim do mandato da presidente. Caso passe pela Câmara, o caso segue para avaliação do Senado, que deve instalar uma comissão para analisar o processo. A expectativa é de que os senadores votem a abertura do processo de impeachment no início de maio. Se metade da Casa aceitar a denúncia, Dilma é afastada por 180 dias. O vice-presidente Michel Temer, então, assumiria a presidência no período.




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