sábado, 18 de junho de 2016


Candidatura de Romário no RJ frustra aliança PSB-PRB em Fortaleza

RomarioCongressA decisão do senador Romário  de candidatar-se à Prefeitura do Rio de Janeiro, anunciada na tarde desta sexta-feira, frustra a aliança que estava sendo discutida entre os dirigentes nacionais e regionais do PSB e do PRB na disputa pela sucessão do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT). O acordo na capital cearense estava condicionado ao apoio do PSB ao nome do senador Marcelo Crivela (PRB) à Prefeitura do Rio de Janeiro. Esse entendimento permitiria a extensão da aliança a outras capitais.
Há 15 dias, o Presidente Regional do PSB, deputado federal Danilo Forte, demonstrava entusiasmo com as articulações com o PRB e chegou a confirmar, em entrevista ao site www.cearaagora.com.br, que, com essa aliança, o vereador Gelson Ferraz seria companheiro de chapa do deputado estadual Heitor Férrer à Prefeitura.
O cenário desenhado por Danilo sofria, porém, resistência do deputado federal Pastor Ronaldo. Ronaldo expôs para o comando nacional do PRB o seu desejo de concorrer à sucessão municipal. No curso das conversações com as lideranças nacionais do PRB, foi aconselhado a reavaliar o projeto de candidatura própria. Agora, o contexto muda e Ronaldo tem caminho livre para se lançar candidato a prefeito ou acelerar as conversas com o pré-candidato do PR, Capitão Wagner.
A configuração de um possível acordo com o PR e o PSDB surgiu a partir da desistência do pré-candidato do PMDB, deputado federal Vitor Valim. Os tucanos e dirigentes do PR sempre trabalham com a ideia de que o PMDB não lançaria o nome de Vitor à Prefeitura, mas o tinham como um nome para vice do Capitão Wagner. Como Vitor anunciou a sua saída da corrida pré-eleitoral, Wagner, em uma articulação do presidente da Executiva Regional do PSDB, Luiz Pontes, abriu conversações com o pastor Ronaldo.
O PMDB ainda não se definiu na corrida pela Prefeitura de Fortaleza e o presidente regional do partido, Eunício Oliveira, tem sido cobrado sobre o caminho a ser adotado na sucessão municipal. Dentro da sigla, o sentimento é que, se optar por indicar o nome de um vice na chapa do Capitão Wagner, Eunício terá que correr e evitar ser atropelado pelo PRB que tem o peso político e eleitoral da Igreja Universal do Reino de Deus.

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