quinta-feira, 22 de dezembro de 2016


“Nudez nunca foi um tabu para mim” - Diz Fluvia Lacerda, primeira gorda a ser capa da Playboy

Fluvia Lacerda (Foto: Divulgação)Ela já foi considerada a Gisele Bündchen plus size, mas hoje, aos 36 anos, Fluvia Lacerda vê o seu próprio nome abrir portas no mundo fashion. Uma das tops plus size mais celebradas do mundo, ela fez sua carreira no exterior e acaba de fazer história ao estampar a capa da versão brasileira da Playboy. “É incrível fazer parte dessa revolução”.
Nascida em Boa Vista, Roraima, Fluvia se mudou para os EUA, em 1996, para estudar inglês. A dificuldade financeira da família a obrigou a trabalhar como babá e faxineira. Até que em 2003, foi descoberta por um olheiro dentro de um ônibus, em Nova York. Foi o primeiro passo para uma carreira de modelo que tem rendido grandes frutos e jogado luz sobre os padrões de beleza inalcançáveis ainda impostos pela indústria da moda.
Fluvia Lacerda, na Playboy (Foto: Divulgação )
“Sou uma artista e sempre carreguei muito essa bandeira da libertação das mulheres, independente de ser gorda, magra, da orientação sexual, de raça…”, conta. “Acredito muito nessa liberdade em vários sentidos, principalmente no que diz respeito a expressar a celebração do meu corpo da forma que eu quero e bem entendo.”
E o primeiro ensaio nu faz jus a seu discurso de autoaceitação. Sem pudores, diz não ter encontrado obstáculos pessoais para tirar a roupa diante da câmera, mas confessa ter se impressionado com a repercussão. “Eu imaginava que seria polêmico dentro do Brasil pelo fato de ser a primeira mulher gorda na capa da Playboy, mas não imaginava que fosse tomar a proporção que tomou, foi monstruoso”, disse.




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