sexta-feira, 6 de janeiro de 2017


Sony e Universal podem processar Escandurras por gravar ‘Me Libera Nega’ sem autorização. Assista

Sony e Universal podem processar Escandurras por gravar ‘Me Libera Nega’ sem autorização. AssistaO hit “Me Libera Nega” assinado por Ítalo Gonçalves, de 19 anos, agora conhecido como MC Beijinho, enfrenta problemas com os direitos da obra. A música ganhou repercussão a partir da maneira inusitada como foi divulgada, durante a prisão do autor, que tinha furtado dois celulares. A música viralizou na internet e também ficou conhecida na voz do cantor Felipe Escandurras, que gravou uma versão da obra quando o compositor ainda estava na detenção. Ocorre que Escandurras tem feito participações com diversos artistas, lançando “Me Libera Nega” sem licença do autor - a apresentação mais recente foi no show de Wesley Safadão, durante Réveillon de Sallvador, na Praça Cairu. No entanto, o hit foi gravado em novembro pela Sony Music e editado pela Universal, e de acordo com André Villela, representante da Sony, Escandurras não tem autorização para gravar a canção e pode ser processado. “A única versão oficial é do MC Beijinho, a outra não tem liberação. Vamos notificar o cantor através da editora, provavelmente nesta quinta-feira (5), o mais rápido possível”, afirmou.
Assista ao clipe abaixo:
O escritório responsável por cuidar da carreira de MC Beijinho explicou que Escandurras fez uma versão, colocando um trecho dele, mas não tem autorização para gravar, nem confeccionar material de divulgação, como boné e outdoor. “Ele tem que pedir autorização. A música é de Ítalo junto com a mãe dele, Lindinalva. Ele é conhecido na rua, no bairro, onde mora e explicou que furtou o celular pra gravar a música”, disse o agente João Portela. MC Beiinho encontra-se em um centro de recuperação de Salvador, já que se declarou usuário de drogas. Uma pessoa mais próxima do MC contou que ele está apresentando boa recuperação, tem aula de canto e acompanhamento de uma fonoaudióloga. O compositor também se associou à Associação Brasileira de Música e Artes (Abramus), para ter seus direitos resguardados. “Ele é um menino simples, extremamente carente. Sempre que acontece algo de sucesso, todo mundo quer ser o pai da criança. Mas o sonho dele é cantar. Ele quer cantar a música dele, quer interpretar. Ele ouviu a música dele sendo cantada na TV durante transmissão do Festival de Verão e ficou surpreso”, contou o agente. “Ele compôs e quer cantar, é um direito. Por que outro vai fazer sucesso? Na rádio ele quer ouvir a voz dele”, concluiu Portela.





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