terça-feira, 25 de abril de 2017

Após incendiar ônibus e atacar delegacias, facção criminosa faz "acordo" com o Ministério Público e o governador e suspende os ataques

No total, 23 ônibus foram incendiados em quatro dias de ataques ordenados pela facção GDE
Após um acordo com promotores de Justiça e o aval do governador Camilo Santana (PT), a facção criminosa Guardiões do Estado (GDE) decidiu cessar os atentados ao sistema de transporte coletivo de Fortaleza e sua Região Metropolitana (RMF). No entanto, os criminosos postaram novas ameaças nas redes sociais e afirmam que “apenas” mudaram a estratégia de pressionar o governo e que os alvos serão, a partir de agora, “somente” as unidades da Segurança Pública.
O “acordo” aconteceu no Presídio do Carrapicho, em Caucaia, na RMF, onde está reclusa uma boa parte dos integrantes da organização criminosa. Os bandidos reivindicam a unidade exclusivamente para a facção, mas a maioria está em outra unidade, a CPPL 2. Os detentos são contra a transferência de seus membros para outros presídios e querem tirar dali seus principais inimigos, os membros do Comando Vermelho (CV) e da Família do Norte (FDN).
A Justiça, no entanto, teve outro entendimento e apenas mudou de ala e isolou os integrantes daquela facção, em torno de 70 homens. Foram isolados aqueles que estariam sendo ameaçados de  morte ou cuja presença poderia gerar um conflito armado e com assassinatos dentro daquela unidade carcerária da Grande Fortaleza.
Tocando fogo
Nas redes sociais, os integrantes da facção chegaram a “pedir desculpas” à população pelos estragos e riscos causados durante a série de atentados na Capital e RMF em quatro dias (entre quarta-feira, 19, e o sábado, 21) que deixou o saldo de 21 coletivos incendiados, além de destruição também em incêndios criminosos veículos de órgãos públicos e privados, como do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) de Caucaia, da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e da concessionária de energia elétrica Enel, além de dois carros que estavam apreendidos no pátio do 19[i]ºDP (Conjunto Esperança).
Os criminosos atacaram também quatro delegacias da Polícia Civil, 8º DP (José Walter), 19º DP (Conjunto Esperança), 29º DP (Pajuçara/Maracanaú) e 33º DP (Goiabeiras/Barra do Ceará), além de uma agência bancária (Bradesco de Pajuçara/Maracanaú) e incendiaram uma cabine da Guarda Municipal de Fortaleza (GMF), instalada no bairro Rodolfo Teófilo.
Segundo a última nota oficial da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) acerca dos atentados, pelo menos, 17 suspeitos (entre adultos e adolescentes) foram detidos nas operações das polícias Civil e Militar. O número de feridos chegou a sete, incluindo um cobrador e seis suspeitos de envolvimento nos ataques criminosos.
Veja o balanço final dos ataques dos criminosos:
Ônibus do transporte urbano  incendiados (23)
Van/topique do transporte alternativo  incendiada (1)
Veículos da concessionária de luz Anel incendiados (3)
Veículos da companhia de água e esgoto Cagece incendiados (2)
Veículo Demutran/Caucaia incendiado (1)
Veículos apreendidos pela Polícia Civil  incendiados (2)
Delegacias da Polícia Civil atacadas com tiros e/ou incêndio (4)
Cabine da Guarda Municipal de Fortaleza incendiada  (1).

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