segunda-feira, 8 de maio de 2017


Ex-diretor da Petrobras diz que está disposto a devolver R$ 69 milhões

Ex-diretor da Petrobras reconheceu crimes desvendados pela Operação Lava Jato e disse que Lula 'tinha pleno conhecimento'.
O ex-diretor da área de Serviços da Petrobras Renato Duque afirmou ao juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, que está disposto a devolver 20 milhões de euros (cerca de R$ 69 milhões), que recebeu como propina. O dinheiro, segundo ele, está em duas contas no exterior.
“Gostaria novamente de enfatizar meu interesse de assinar uma repatriação que for necessário para que esse dinheiro venha e volte aí pra quem de direito”, disse Duque.
A afirmação faz parte do interrogatório de sexta-feira (5) - a primeira vez que ele falou sobre o esquema de corrupção descoberto na Petrobras. O ex-diretor de Serviços da Petrobras foi ouvido pelo juiz Sérgio Moro em uma ação que apura se o ex-ministro Antonio Palocci recebeu propina para atuar a favor da Odebrecht. A denúncia trata de pagamentos feitos para beneficiar a empresa SeteBrasil, que fechou contratos com a Petrobras para a construção de 21 sondas de perfuração no pré-sal.
Como réu neste processo, ele havia ficado em silêncio durante interrogatório realizado em 17 de abril e pediu para ser interrogado novamente pelo juiz.
Além destes 20 milhões de euros, Duque também se comprometeu a devolver valores que estão em uma terceira conta no exterior. Contudo, não mencionou o valor. De acordo com o ex-diretor, estas são as únicas contas que ele possui fora do país.
Duque afirmou que há uma acusação de que ele tenha movimentado dinheiro no exterior já com a Lava Jato em andamento e que isso foi colocado como uma falta de respeito à operação. O ex-diretor confirmou que houve a movimentação, mas negou desrespeito. Disse que o banco exigiu esta operação.

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