quinta-feira, 7 de setembro de 2017


Independência do Brasil

A Independência do Brasil, ocorrida formalmente a 7 de setembro de 1822, marca a definitiva autonomia política e administrativa do Brasil em relação a Portugal. Brasil deixou de ser colônia para ser um país independente. Neste dia 7,  às margens do Riacho Ipiranga, em São Paulo, o príncipe-regente D. Pedro, teria proclamado o chamado “grito da Independência”, à frente da sua escolta: Independência ou Morte! O País inteiro comemora a data com feriado, desfiles e homenagens, mas o significado da independência anda meio apagado na memória dos brasileiros.
A não ser pelas citações em salas de aula, o tema é desinteressante para a maioria dos brasileiros. O Brasil, naquela época, deixava de ser colônia de Portugal para não mais ficar refém de pagamento de impostos àquele país. Na época do ciclo do ouro – conta a história – Portugal cobrava 20% do que o Brasil produzia.
Na época, os brasileiros se revoltaram porque pagavam 20% do que produziam e não viam nenhum retorno em serviços públicos. Daí então surgiu a Inconfidência Mineira (1788 – 1792). Quando o Brasil se tornou independente de Portugal (1822), foram estabelecidos critérios de cobrança e aplicação dos impostos através do Código Tributário Nacional. Bem, a independência do Brasil significa mais ou menos isso.          
Aqueles brasileiros não estavam satisfeitos porque pagavam 20% de impostos e não tinham retorno em serviços públicos. Hoje a carga tributária do Brasil é uma das mais altas do mundo, em média 40%. O brasileiro trabalha 4 meses e meio por ano para pagar impostos, embora não perceba isso. Um dos grandes problemas é o imposto em cascata: o mesmo produto final já pagou imposto pelos insumos usados em sua fabricação, pelos serviços de transporte desses insumos, pela fabricação desse bem, pelo depósito da carga nas diversas etapas até o destino final, pela comercialização, etc.
E o mesmo cidadão que através de seus impostos paga para ter assistência médica pública tem de pagar plano de saúde particular, e às vezes, além disso ainda tem de pagar de forma avulsa por tratamentos que os planos de saúde não cobrem. O cidadão que paga para que os filhos tenham educação pública, tem que pagar escola particular; o cidadão que paga para ter uma aposentadoria, nem sempre consegue; pagamos impostos por estradas em boas condições e ainda temos que pagar pedágio..., sem contar os desvios de verbas que viraram uma farra na máquina governamental. Talvez por isso a Independência do Brasil está assim, tão sem graça!!!

Hino da Independência do Brasil

Letra: Evaristo da Veiga

Música: D. Pedro I

Já podeis, da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil...
Houve mão mais poderosa:
Zombou deles o Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Parabéns, ó brasileiro,
Já, com garbo varonil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
 
 
 
 

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