sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Ceará pode fechar o ano com 5 mil assassinatos, um recorde da violência em sua história

Coincidência ou não? No mesmo dia em que o Estado incorpora mais 1.350 novos soldados aos quadros da Polícia Militar para o combate ao crime, o estado registra o número de quatro mil homicídios em 10 meses incompletos de 2017. A média diária de Crimes Violentos, Letais e Intencionais no Ceará já é de 15. As projeções são de que o ano chegará ao fim registrado mais de cinco mil assassinatos, o que representaria um recorde da violência na história cearense. Persistindo essa média/dia, o número exato será de 5.080 crimes. A maior taxa aconteceu até hoje em 2014, com 4.439 crimes.
A falta de uma política nacional de Segurança Pública e a inexistência de um plano operacional de Segurança local são alguns dos fatores preponderantes para se chegar a esta triste e lamentável situação de violência e criminalidade que domina, atualmente, o Ceará. Some-se a isto, a demora do governo em admitir que as facções criminosas de outras estados brasileiros estavam se infiltrando no Sistema Penitenciário local. Foi necessário um violento episódio acontecer para que o governo admitisse o problema e começasse a buscar soluções. Isso ocorreu em maio do ano passado, quando as quadrilhas decidiram deflagrar uma grande rebelião simultânea em todos os presídios da Grande Fortaleza, por conta da suspensão de visitas provocada pela greve dos agentes prisionais. Após a destruição completa das cadeias e uma matança cujo número real de vítimas ainda não foi esclarecido, as autoridades se viram forçadas a aceitar a realidade, isto é, admitir que as facções já  estavam fincando suas raízes no Ceará.  PCC, GDE, CV e FDN. Tudo isso formou um verdadeiro caldo apimentado com leis frouxas e Justiça inoperante para o Ceará mergulhar no caos da insegurança.
 
 
 

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