sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Ministra dos Direitos Humanos que citou trabalho escravo ao pedir salário de R$ 61 mil: "Como vou comer?"

 
À frente do Ministério dos Direitos Humanos, Luislinda Valois é desembargadora aposentada e ganha o teto salarial permitido pela Constituição, R$ 33,7 mil
 
Após entrar em uma polêmica ao fazer alusão ao trabalho escravo para solicitar o acúmulo da aposentadoria como desembargadora ao salário de ministra dos Direitos Humanos (o valor chegaria a R$ 61 mil por mês), Luislinda Valois afirmou, em entrevista ao programa Timeline na manhã desta quinta-feira (02/11), que "tem o direito de peticionar". Ela defendeu que tem o direito de solicitar um salário correspondente à função que exerce no governo Michel Temer e que tem contas a pagar.
Hoje, Luislinda Valois recebe o teto permitido pela Constituição: R$ 33,7 mil. Do valor, R$ 30.471,10 é referente à aposentadoria por ter atuado como desembargadora e R$ 3.292,00 é por atuar como ministra. O jornal O Estado de S. Paulo apontou, nesta quinta, que ela entrou com uma petição de 207 páginas solicitando receber integralmente também o salário de ministra. Na ação, Luislinda defendeu que o salário reduzido como ministra "sem sombra de dúvidas, se assemelha ao trabalho escravo, o que também é rejeitado, peremptoriamente, pela legislação brasileira desde os idos de 1888 com a Lei da Abolição da Escravatura".
 
 
 
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário